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‘Reforma da Previdência como está não passa nem com crise na PGR’, diz analista político

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201709.05
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‘Reforma da Previdência como está não passa nem com crise na PGR’, diz analista político

O novo capítulo da novela que envolve as delações da JBS pode provocar muitas coisas diferentes no mundo político e também no mundo jurídico. Assim que o procurador Rodrigo Janot anunciou que pode rever o acordo que liberou os irmãos Batista da cadeia por seus crimes de corrupção, uma das hipóteses que surgiram foi uma abertura para aprovação da reforma da previdência no Congresso Nacional.


Janot revelou que uma nova gravação sobre o caso tem conteúdos ‘gravíssimos’ que envolvem juízes do STF, a própria PGR e parlamentares, além de desnudar os próprios executivos da JBS, que teriam mentido ou omitido informações em suas denúncias. O áudio começou a ser divulgado aos poucos pela imprensa, mas até agora não se sabem nomes dos envolvidos e a extensão do escândalo. Mesmo assim, já foi possível concluir que a novidade estarrecedora gera um novo equilíbrio entre o mundo jurídico e o político.


“São muitas hipóteses ainda porque não conhecemos o conteúdo das gravações. Mas nesta briga entre judiciário e o mundo politico, é uma vitória para o mundo politico.


A sociedade não diferencia muito o Ministério Público do Janot, o Temer do Congresso, são só grandes blocos de atores. Hoje existe uma certeza muito grande de que o vilão é o mundo politico e o mocinho é mundo jurídico. Se uma gravação dessa mostrar que não existe mocinho nesse meio, é um fato novo muito imprevisível para o mundo político”, disse ao Blog o cientista político Lucas de Aragão, da Arko Advice.


Enquanto o conteúdo dos áudios não for liberado, fica difícil prever as consequências políticas para o governo e, especialmente, para a agenda de reformas no Congresso. A da previdência, que ora cresce, ora esmaece, continua sendo prioritária. Mas nem o novo escândalo pode garantir que ela ganhará espaço na discussão em Brasília.


“Aumentam as chances de a reforma da previdência ser votada se os áudios que o Janot apresentou comprometerem a PGR ou a ação contra o presidente Temer. Se enfraquecer a denúncia, aumentam as chances porque o governo não vai precisar gastar tanta bala na agulha para se manter.  Mas a reforma da previdência é uma discussão, por si só, muito complicada. Do jeito que ela está, não passa nem com essa crise na PGR. O governo vai precisar sim, independente do enfraquecimento da denúncia, reduzir as expectativas para uma aprovação. Governo ainda terá que fazer muita concessão, dar muitos benefícios para base aliada para conseguir passar uma mudança como essa com tanta impopularidade do Temer”, explica o analista.

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